Escrito por 🪄Dra. Elisa Maria para +Thai Orbit
Hoje uma foto dos artistas da GMMTV na premiação tailandesa do Tik Tok polemizou e trouxe reflexões sobre o ‘lugar’ da mulher refletido na sociedade machista e patriarcal. Dificilmente eu me posiciono sobre alguns assuntos com minha própria voz – talvez por medo de achar que o que falo não tenha importância, ou ainda por refletir meu ‘papel’ de mulher na sociedade.
A foto em si mostra mulheres em suas roupas lindas, saltos (no meu pov desconfortáveis) altos, embelezadas para a ocasião e os homens em pé, atrás delas, também em roupas elegantes e embelezados. Pelos registros que vi, a organização da foto em si esteve a cargo de duas mulheres jovens que – mesmo com aparente desconforto de algumas artistas em suas expressões se abaixavam ou não – posicionaram as mesmas ajoelhadas. Nenhum dos colegas homens aparentemente sugeriu que acontecesse o oposto disso.
As pessoas no X tem comentado que o prêmio de melhor empresa na verdade foi o de misógina, de que os nossos faves são homens e nós somos mulheres, da falta de alguém se tocar e comentar algo que mostra esse grande desconforto…
Eu nasci mulher e, apesar de muitas vezes questionar que menstruar é uma droga, a vida das pessoas à minha volta parecer mais fácil, etc., nunca questionei que nasci com o corpo errado. Ao me tornar adulta e observar que minha vida teve muitos privilégios e me coloquei num casulo – físico e simbólico – pra não ser vista pelo olhar que reduz o corpo feminino, mas reconhecida como uma mulher guerreira e inteligente. ‘Você tem o rosto tão bonito, se emagrecesse…’ – quantas vezes ouvi isso como elogio disfarçado de julgamento. Hoje eu escolho escrever que a sociedade patriarcal e machista bateu forte em mim também.
E nada melhor que com os espaços que as redes sociais proporcionam, utilizar este mesmo pra expressar a repressão que não tinha tido coragem de compartilhar. Ao ver opiniões e uma foto na qual jovens lindas e ‘idealizadas’ se ajoelham à frente de homens jovens e um senhor, percebi o simbolismo do muro da repressão que mulheres vivem desde que o homem viu o poder que nós temos – e se sentiu frágil. No meu interessante ponto de vista.
Seguimos de pé. Mesmo quando querem nos ajoelhar.







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