Quando os BLs, GLs e músicas tailandesas viram fotos ou momentos pessoais
Escrito por 🪄Dra. Elisa Maria para +Thai Orbit
Você já parou pra tirar uma foto ou fazer um MV da sua vida nesse momento?! Ou seja, observar como se sente, o que vê, come ou bebe, quais pensamentos flutuam ou ainda que paisagens, pessoas ou telas estão à sua volta?!
Nesse texto quero que você se aprofunde mais no ato de refletir sobre a vida, se está como gostaria ou não, se consegue distinguir que foram suas escolhas que manifestaram esse momento, por exemplo! Se o que você lê agora foi um pedido ao universo que te chega como algo em sincronia com sua vida e questionamentos… Pois enquanto estivermos no corpo em que cada um habita, serão muitos os ciclos de altos e baixos, fins e recomeços, mudanças ou desistências de planos, cada vez mais conscientes de que quem pode escolher pra você é ninguém menos que…
VOCÊ!
E pode me perguntar: “mas o que isso tem a ver com a página onde você tem sua coluna, Elisa?”… Resposta honesta: pode não ter nada. Ou pode ter tudo! Depende de como essas linhas chegam a quem lê — e até a mim mesma, que as deixo sair do contato com o teclado, formando palavras e frases que tentam significar uma mensagem que faça sentir…

Mas não deixarei totalmente fora de contexto. Essas reflexões virão contando um pouquinho de como estava a minha vida quando assisti um ou outro BL ou GL, ou ainda que músicas tailandesas tocavam em certos instantes da minha vida… E com isso virão algumas perguntas pra que você viaje um pouco comigo. Que tal?! Me dá a mão durante uns instantes — ou prefere seguir sem essas palavras?
Eu me recordo do primeiro som que me conectou a Tailândia e, mesmo sendo uma memória vaga, ela me visita com o som de sinos, toques tradicionais que remetem a templos, talvez um ritual. Ou ainda algum filme que ficou esquecido nos arquivos da mente. O curioso é que essa lembrança não me emociona agora. Mas há uma música — essa sim, mais recente — que me acolheu quando tudo parecia meio perdido. Ou melhor, quando eu achava que estava. A mente cria tempestades onde há só nuvem. E foi essa música aqui que, por alguma razão, me dizia: “você não está sozinha”.
🎼 Você lembra o que estava vivendo quando ouviu uma música tailandesa pela primeira vez?
Assim como os BLs não me deixaram sozinha num momento da minha vida. Posso até dizer que foram minhas bóias de salvação. Eu estava saindo de um doutorado, com a mente cansada, o emocional instável, confusa entre continuar na vida acadêmica ou não. E aí vem aquela pergunta cruel: “e agora, com um doutorado, o que eu faço?” A resposta: não era concurso público. Era me escutar de verdade.
Assistindo BLs — muitos — eu chorei, me emocionei, ri… e fui voltando pra dentro. Fui entendendo que tinha quem me apoiasse. Voltei pra casa dos meus pais. E, num desses momentos de silêncio após um episódio, soube: meu caminho tem que ser outro. Um deles, inclusive, é esse aqui com você.
🌀 E você, já associou uma série a uma fase da sua vida?

Lembra que contei sobre o primeiro BL que assisti em outra coluna? (Você pode reler se quiser me acompanhar desde o começo). Mas recentemente Us me tocou de verdade. Um GL da GMMTV com a Emi e a Bonnie. É uma história de amor que não cai nos clichês do autossacrifício, não tem aquelas decisões unilaterais que frustram… Ao contrário: tem parceria, tem paixão, tem feridas familiares contadas com sabedoria. Me senti vista.
E tem outro, 7 Days Before Valentine’s Day, que me deixou inquieta por dentro. Ele toca em temas que conversam com minha visão espiritual do mundo, leis universais, e essas conexões mais sutis que poucos roteiros se arriscam a mostrar.
💫 Aproveite e relembre comigo: qual foi o primeiro BL ou GL que te pegou de jeito?
Confesso que as cenas mais emocionantes me marcaram em relação aos BLS tailandeses como as séries da Wabi Sabi – Until we meet again (2019), Absolute Zero (2023)… Mas o final lindo e emocionante de Dear Doctor, I’m coming for your Soul (2022), me veio claro a mente como se fosse ontem! Não vou dar spoiler… Essa cena me fez refletir sobre muitas possibilidades sobre o amor!
📸 Deixo mais uma pergunta: tem uma cena que voltou como um flash quando mais precisou de força?

Mas afinal, falamos de BL e GL, até de música mas não contei qual foi o meu ‘portal’ pra conhecer a Tailândia. Foi o filme A Praia. Aquele com o Leonardo DiCaprio que talvez tenha sido o primeiro contato “pop” que muitos de nós tivemos com a Tailândia. As paisagens mexeram comigo. A história, mais ainda. Uma amiga viajou pra lá pouco tempo depois e eu perguntava: “como é lá?”… e olhava as fotos, sentindo que havia algo naquele lugar que, um dia, eu entenderia melhor.
🌅 Você lembra qual foi o seu portal?
Pra finalizar, até porque quero que você volte a ler o que escrevo por aqui… 😅 Tem uma OST no momento que me faz romantizar todos os romances que não tive e desejar por um o mais parecido possível: é a OST de Reset — “เริ่มต้นใหม่กี่ครั้งก็ยังเป็นเธอ”. Sadhu encontre um Khun T.D. na minha vida! Mas mais do que isso, essa música me conta de amor destinado, de almas que se reencontram e sem importar quantas vezes seja preciso. Ela é nostálgica. Me leva a uma parte minha que ainda sonha. E eu valorizo essa parte. Porque, por mais que a realidade não se dobre aos nossos desejos, sonhar ainda é uma das formas mais bonitas de existir.
🎧 E se hoje sua vida fosse um MV, que música estaria tocando?
✨ E agora é com você. Volte e reflita com as perguntas que deixei e minhas histórias como exemplos pra ter certeza do quanto o entretenimento faz parte de nós, com ou sem marketing… Pois o que importa mesmo é podermos compartilhar histórias de vidas reais e aprender uns com os outros! Concorda?!
Deixe nos comentários um pouco de sua história pra conhecer você também! Ou apenas reveja sua própria vida em alguns momentos meio foto, meio vídeo, mas sempre você!
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