Primeiro Ministro da Tailândia é eleito no mesmo dia que antecessor é preso ao retornar do exílio

Depois de 3 meses de impasse nas eleições, Srettha Thavisin, do Partido Pheu Thai, se torna o 30° Primeiro-Ministro da Tailândia com 482 votos, bem acima dos 375 necessários, além de 165 votos contra, 81 abstinências e 19 ausências.

Srettha Thavisin, 30° Primeiro-Ministro da Tailândia

Srettha foi eleito depois de desfazer aliança que tinha com o Move Foward, partido de Pita Limjaroenrat, candidato que venceu a eleição popular realizada em Maio/2023, mas que não foi eleito pelos deputados e senadores e teve seu mandato cassado no início do mês. Mas Srettha está numa posição complicada pois apesar do Pheu Thai ser um partido progressistas, se aliaram aos militares para assim garantir mais votos, assim rompendo a promessa feita antes das eleições, de que não se aliariam aos partidos pró-militares.

E no mesmo dia, o Supremo Tribunal da Tailândia ordenou a prisão do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que voltou ao país após 15 anos de exílio. Acusado de corrupção na gestão de sua empresa e no governo durante seu mandato, o ex-primeiro ministro foi levado sob escolta policial para o Supremo Tribunal pouco depois de ter chegado ao aeroporto de Bangkok e poderá passar oito anos atrás das grades por três casos julgados na sua ausência. Mas há a esperança de redução de pena ou perdão da pena, já que Thaksin é associado ao partido Pheu Thai, do novo governo do país.

Thaksin Shinawatra, primeiro ministro deposto em 2006

Desde a revolta que derrubou Thaksin da posição de Primeiro Ministro em 2006, a Tailândia tem vivido uma grande instabilidade política, passando por vários ciclos de períodos ditatoriais liderados por militares e protestos antigovernamentais.

Com todas essas movimentações, há possibilidade de novos protestos liderados por jovens apoiadores do movimento progressista.


Escrito por Lorena Telles

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